A Página do Facebook continua recebendo mensagem. Menos do que o WhatsApp, é verdade, mas recebe — e quase sempre de um tipo específico de cliente: o que viu um anúncio, o que achou a empresa pela busca do Facebook, o que tem mais idade e usa o Messenger como usa o telefone. São mensagens que ninguém da equipe vê, porque ninguém fica com o app da Página aberto.
A partir de agora, o Messenger é mais um canal que entra no painel do Atendize. As mensagens da Página caem na mesma caixa de entrada do WhatsApp, e a equipe atende sem trocar de tela.
O que muda
Uma conversa vinda do Messenger é uma conversa como outra qualquer. Ela:
- é atribuída a um atendente online, pela mesma regra de distribuição do WhatsApp;
- pode ser transferida entre atendentes e setores, com o histórico junto;
- recebe etiquetas, entra no funil e aparece nos relatórios;
- fica marcada com o selo 💬 ao lado do nome, para a equipe saber de onde veio.
Na prática, o atendente para de se perguntar "alguém olhou o Facebook hoje?". Se chegou mensagem, ela está na fila.
O que é preciso para conectar
O Messenger é ligado a uma linha do painel, como o WhatsApp oficial, o Telegram e o Instagram. Para conectar, você precisa de três informações da sua Página, que ficam no painel de desenvolvedores da Meta:
- o ID da Página;
- o token de acesso da Página;
- o app secret do aplicativo.
No painel do Atendize, abra a linha, clique em ⚙️ API e escolha 💬 Messenger. Preencha os três campos e pronto — o cartão da linha passa a mostrar o Messenger, e as próximas mensagens que a Página receber viram conversas.
Um requisito técnico que vale saber: o Messenger entrega as mensagens por webhook, o que exige que o painel esteja num endereço público com HTTPS. Se você usa o sistema pelo endereço normal da sua conta, isso já está resolvido.
Por que juntar, em vez de manter separado
O argumento não é "mais um canal". É o que acontece com o cliente quando os canais estão separados.
O mesmo cliente aparece nos dois lugares. A pessoa manda mensagem pelo Facebook, não recebe resposta, e manda pelo WhatsApp. Se os canais estão separados, são dois atendimentos, com duas pessoas, sem saber uma da outra. No mesmo painel, o histórico está junto e a segunda mensagem é lida com a primeira ao lado.
O Facebook fica sem dono. Todo negócio tem alguém "responsável pelo Facebook", e essa pessoa tem outras cinquenta coisas para fazer. As mensagens se acumulam até alguém lembrar. No painel, não existe canal sem dono: a fila é uma só, e quem está online atende.
A métrica fica honesta. Tempo de primeira resposta, conversas por atendente, avaliação — tudo isso passa a incluir o Messenger. Sem isso, o relatório mostra um atendimento bom no WhatsApp e esconde o canal onde ninguém responde.
O que continua igual
Não muda nada para quem está no lado de lá. O cliente continua usando o Messenger como sempre usou; quem muda de ferramenta é a equipe. E as regras de janela de mensagens da Meta seguem valendo, como no Instagram: depois de um tempo sem o cliente responder, a conversa só pode ser retomada quando ele escrever de novo.
Para quem faz mais diferença
Negócios locais com Página ativa (restaurantes, clínicas, lojas de bairro), empresas que anunciam no Facebook e recebem mensagem pelo botão do anúncio, e qualquer operação cujo público seja um pouco mais velho. Se você não tem ideia de quantas mensagens a sua Página recebe por mês, essa é exatamente a situação em que vale conectar.
Para ver como os canais convivem no mesmo painel, leia WhatsApp, Telegram e Instagram na mesma caixa de entrada e por que centralizar a DM do Instagram. Os planos estão em /#planos.