Toda operação que cresce inventa a mesma gambiarra. Como não havia onde guardar o plano do cliente, o valor do contrato ou o vencimento, isso virou etiqueta: PLANO-OURO, VALOR-1200, VENCE-10. Funciona por uns meses. Depois alguém escreve VALOR-1.200, outro escreve valor 1200, e a pergunta simples — quanto vale a carteira do João? — vira uma tarde exportando e limpando planilha.

Os campos personalizados existiam, mas eram todos texto solto. Agora cada campo tem um tipo, e é o tipo que muda tudo.

Onze tipos, uma consequência para cada um

Ao criar o campo você escolhe entre Texto, Número, Valor (R$), Data, CPF, CNPJ, E-mail, Telefone, Link, Lista de opções e Sim / Não. A escolha não é decorativa:

  • CPF e CNPJ são conferidos pelo dígito verificador. Número inventado é recusado antes de entrar na base — não vira problema do financeiro três semanas depois.
  • Valor aceita 1.250,90 ou 1250.90 e guarda sempre do mesmo jeito. É o que permite somar.
  • Data aceita 01/10/2026 e vira calendário na ficha.
  • Lista de opções vira menu. Ninguém digita "ouro", "Ouro" e "OURO" como se fossem três planos.

Se um campo estiver errado, nada é gravado pela metade: a mensagem diz o nome do campo que precisa de correção.

O que você ganha na lista de contatos

Aqui está a diferença prática entre um dado e uma etiqueta. Na lista, você escolhe o campo, o operador e o valor:

  • Valor do contrato maior que 1.000
  • Vencimento antes de 15/11/2026
  • Plano é Ouro
  • CPF está vazio — a forma mais rápida de achar o buraco no cadastro

Os operadores mudam conforme o tipo: maior que e menor que só aparecem em número, valor e data, porque só ali eles significam alguma coisa.

E o mesmo filtro segmenta o envio em massa. Falar só com quem tem plano Ouro e vence esta semana deixa de ser um trabalho de exportar, cruzar e reimportar.

Exportar e somar

O botão de exportar traz uma coluna por campo, já formatada — R$ com vírgula, data em dd/mm/aaaa, CPF pontuado — e abre direto no Excel, respeitando o filtro que estiver na tela.

Nos campos de valor e número, o painel mostra quantos contatos estão preenchidos, a soma e a média. Nos de lista, mostra quantos contatos em cada opção. É o relatório que antes só existia depois de alguém montar a planilha.

No fluxo, o campo decide e é preenchido

No construtor de fluxos o campo deixa de ser só cadastro:

  • Condição pelo campo do contato: plano é Ouro, então atendimento prioritário.
  • Ação de gravar em campo: o que o cliente responde entra direto na ficha, sem ninguém digitar.
  • Pergunta que salva no campo, já validada pelo tipo.

Na API Oficial dá para ir além: o bloco de formulário do WhatsApp abre uma tela dentro do aplicativo, o cliente preenche seis campos de uma vez e cada um cai no campo certo da ficha.

A regra para não se perder de novo

Vale uma linha simples, porque ela evita a bagunça voltar:

Etiqueta é estado da conversa. Campo é dado da pessoa.

Aguardando pagamento, orçamento enviado, cliente irritado: etiqueta. Plano, CPF, valor do contrato, vencimento: campo. Quem organiza assim ganha filtro, soma e CSV de graça — e nunca mais precisa explicar para um atendente novo por que existe uma etiqueta chamada VALOR-1200.

Uma coisa que não muda

O tipo do campo não muda depois de criado — os valores já gravados ficariam inválidos. Nome e opções, sim: renomear o campo ou acrescentar uma opção nova é seguro e não perde nada do que já está preenchido.

Escolha o tipo com calma na hora de criar. É o único momento em que ele pede atenção.