Você já etiqueta as suas conversas. "Cliente objetou o preço", "sem interação", "pediu proposta". A etiqueta é como a sua equipe descreve o que está acontecendo. O que faltava era essa etiqueta fazer alguma coisa no funil — em vez de você, depois, arrastar o cartão à mão para a etapa que a etiqueta já dizia.

Agora ela faz. Dá para dizer que uma etiqueta traz o cartão para uma etapa.

O caminho inverso das automações

O funil sempre teve automações do tipo "ao entrar na etapa, envie tal mensagem". Isso continua. O que é novo é o caminho contrário: "esta etiqueta traz o cartão para cá".

No de uma etapa, no topo, você escolhe em 🏷️➡️ Etiqueta que traz o cartão para esta etapa. A partir daí, sempre que aquela etiqueta for colocada numa conversa — por uma pessoa, ou numa etiquetagem em massa —, o cartão dela vem para essa etapa sozinho. Você organiza o funil marcando etiquetas, que é o que a equipe já faz naturalmente.

(Um cuidado embutido: nesse caminho, as mensagens das automações não disparam. Assim, etiquetar cinquenta conversas de uma vez não manda cinquenta mensagens sem querer.)

Quando as etiquetas são famílias

Muita equipe usa etiquetas com um padrão de nome. Objeções que começam com OBJ: "OBJ preço", "OBJ prazo", "OBJ concorrente". Origens que começam com ORIG. Uma etapa por etiqueta viraria dezenas de regras — e o dia em que alguém cria "OBJ agenda" e esquece de configurar, o cartão não anda.

Para isso existe o campo ou por início do nome da etiqueta. Escreva só OBJ e pronto: todas as etiquetas que começam com OBJ — as de hoje e as que a equipe criar depois — passam a trazer o cartão para aquela etapa. Uma regra cobre a família inteira, para sempre.

As regras, para não haver surpresa

  • Etiqueta exata ganha do prefixo. Se você escolheu uma etiqueta específica numa etapa e ela também casa com um prefixo de outra, a escolha exata é a que vale — foi a mais deliberada.
  • Entre prefixos, ganha o mais específico. Com PRO numa etapa e PROPOSTA noutra, "PROPOSTA enviada" vai para a de PROPOSTA.
  • Uma etiqueta (ou prefixo) comanda uma etapa só. Duas etapas disputando a mesma etiqueta dariam ao cartão dois destinos; por isso o sistema avisa se aquela etiqueta ou prefixo já arruma cartões em outro lugar.

O ganho real

A alternativa que a maioria usa é a força de vontade: criar uma etiqueta única e "torcer para a equipe lembrar de marcar". Isso não escala — e o furo aparece justo no mês em que você mais precisa do dado certo. Com a etiqueta levando o cartão, e o prefixo cobrindo a família, o funil se organiza a partir do trabalho que a equipe já faz, sem uma etapa de arrumação manual no fim.